Sífilis Sintomas – Saiba quais são as causas e o tratamento


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A sífilis é considerada uma doença sexualmente transmissível, causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum. No ano de 2017 no Brasil, foram 27,9% de casos de sífilis, e em gestantes foram 14,7% de casos de contaminação da doença.

Etapas da manifestação da doença

Após um curto período de encubação, a Sífilis se manifesta em três etapas: primária, secundária e terciária.

– Na Sífilis primária, assim que ocorre a contaminação pela bactéria, começam a aparecer feridas indolores na região genital externa, ou interna (no colo do útero ou no reto) do paciente, e que podem desaparecer em até 10 dias.

– Secundária: após duas a oito semanas desde a contaminação e aparecimento das feridas, a sífilis que não foi tratada em seu primeiro estágio, passa para a fase secundária.

Os sintomas da segunda fase da doença, podem ser: vermelhidão pelo corpo, coceira, gânglios inchados (ínguas no pescoço e nas axilas), dores musculares, febre, dor de garganta e dificuldade para engolir.

sífilis

Esses sintomas passam depois de duas semanas, e outra vez o vírus fica inativo no organismo, porém é transmissível para pessoas que entrarem em contato com a área contaminada.

– Terciária: é a fase mais difícil de detectar a doença, pois manifesta-se na aorta, no cérebro, nos olhos, coração e nas juntas, podendo causar dores de cabeça e epilepsia.

Em alguns casos, a sífilis fica encubada no organismo, podendo nunca se manifestar realmente no corpo (chamada de sífilis latente), ou a bactéria pode reagir já na fase terciária da doença, que é a mais grave.

Sífilis congênita: ocorre quando a doença é passada de mãe para filho durante a gravidez através da placenta, ou na hora do parto. Quando o bebê nasce infectado com a doença, ele não apresenta nenhum sintoma.

Uma minoria das crianças, apresentam rachaduras nos pés e nas mãos, e mais tarde algumas apresentam surdez e deformidades nos dentes.

Os fatores de risco e os principais sintomas da sífilis

– Ter relações sexuais sem o uso de preservativos, com um (a) ou mais parceiros (as);

– Pessoas portadoras do vírus HIV, causador da AIDS; a partir desse momento, a contaminação da sífilis está na fase primária.

– Sintomas da sífilis secundária: feridas indolores pelo corpo, no reto e no colo do útero;

– Vermelhidão na pele, que se estende para as mãos;

– Gânglios inchados no pescoço e nas axilas;

– Dores musculares sem causa aparente;

– Febre;

– Dor de garganta;

– Dificuldade para engolir;

– Aumento do baço e do fígado;

– Meningite;

– AVC;

– Sintomas de demência precoce;

– Falta de coordenação motora dos membros do corpo;

– Formigamento das mãos e dos pés;

– Cegueira ou problemas para enxergar;

– Problemas no coração;

– Sintomas da sífilis no estágio três: ataca outras regiões do corpo, por não ter sido tratada no estágio dois, como o cérebro, o coração (a aorta), os olhos, as juntas e até mesmo ocasionar em epilepsia.

sífilis

Diagnóstico, exames e o tratamento da sífilis

Se a pessoa manteve relações sexuais desprotegidas com algum portador da sífilis, deve procurar um médico especialista para a realização de exames.

Cada organismo tem um tempo para manifestar os sintomas da doença, por isso, somente por meio de exames específicos será possível ter certeza do diagnóstico de sífilis.

Antes de ir a uma consulta médica, o paciente deve anotar todos os sintomas que está sentindo em um papel, bem como escrever as suas dúvidas a serem feitas ao médico, tais como:

– Existe outra doença sexualmente transmissível, com os mesmos sintomas que estou sentindo?

– Quais são os exames que preciso realizar para ter certeza do diagnóstico da sífilis?

– Como ter certeza que estou curado da doença, e que a sífilis não está em seu estado latente?

– Quais são os cuidados que devo ter para manter relações sexuais com o (a) meu (minha) parceiro (a)? É preciso que o (a) companheiro (a) realize os testes para as doenças sexualmente transmissíveis?

– Preciso realizar testes para outras doenças sexualmente transmissíveis?

– Quanto tempo é preciso esperar para retomar as relações sexuais?

– Como posso prevenir a sífilis daqui para frente?

Os especialistas que podem detectar e diagnosticar a sífilis, são os profissionais das áreas de: Infectologia, Clínico Geral, Ginecologista e Urologista.

É essencial que o paciente leve consigo o histórico médico, a relação de todos os medicamentos e suplementos que está tomando, e uma lista com todos os sintomas clínicos.

O profissional da saúde deverá realizar uma série de perguntas ao paciente, tais como:

– Quando começaram os sintomas?

– Esses sintomas são contínuos, ou aparecem de vez em quando?

– Qual o grau de incômodo dos sintomas?

– Você teve relações sexuais desprotegidas?

Os exames mais comuns que os profissionais da saúde pedem para o diagnóstico da sífilis, são:

  • Exame VDRL:detecta a presença de anticorpos no sangue para combater infecções; a vantagem do exame, é que a doença pode ser diagnosticada mesmo em seu estado latente.
  • FTA-ABS: esse exame é especializado para detectar o Treponema pallidum, que é a bactéria transmissora da sífilis, sendo realizado apenas para diagnóstico preciso da doença.
  • Testes rápidos para a sífilis:esses testes ficam prontos em menos de 30 minutos, e semelhantes aos testes de gravidez, onde aparecem uma ou duas linhas vermelhas para a presença ou não da doença.
  • Cultura de bactérias:o profissional da saúde pode colher uma amostra do líquido presente nas feridas do paciente, e enviá-la para análise. Assim, a presença da bactéria da sífilis será ou não detectada.
  • Punção lombar:se o médico suspeitar que o paciente apresenta complicações neurológicas causadas pela sífilis, será retirada uma pequena amostra do líquido da coluna, e enviadas para a análise.

Quando o paciente já possui a sífilis, o médico faz o pedido de outros testes para doenças sexualmente transmissíveis, como: a clamídia, a gonorreia, de hepatite B e para o HIV.

As mulheres também precisam estar com os exames preventivos em dia, como o Papanicolau (exame do colo do útero).

Após a confirmação da sífilis no paciente por meio de exames, o tratamento é feito à base de penicilina, que é um antibiótico que combate a bactéria da doença de forma eficaz. Em apenas alguns casos, o paciente precisa tomar mais de uma injeção de penicilina.

Este antibiótico específico, também é o único recomendado para mulheres grávidas portadoras da sífilis, não sendo prejudicial ao bebê no útero da mãe.

Outros antibióticos podem ser também administrados, como: a benzetacil, bepeben, ciprofloxacino, clordox, doxicilina e a eritromicina.

Após o nascimento do bebê, mesmo depois do tratamento, é necessário que a criança faça o uso de antibióticos para inocular a bactéria. A injeção de penicilina em adultos pode causar algumas reações adversas, que o médico chama de Jarisch-Herxheimer:

– Febre, calafrios, náuseas, dores nas articulações do corpo e dores de cabeça. Esses sintomas duram apenas um dia.

Depois do tratamento com a penicilina, o paciente deve realizar o acompanhamento preventivo para garantir que a doença não voltou a manifestar, por meio de exames de sangue no período de três, seis, doze e até vinte e quatro meses após o tratamento da sífilis.

A sífilis em seu estágio primário e secundário, pode ser tratada e curada de forma eficaz, com a penicilina. No terceiro estágio da doença, o diagnóstico é mais difícil, pois os médicos precisam descobrir em que parte do corpo a bactéria está, para tratar a doença de forma definitiva.

Na sífilis congênita, o bebê ou a criança deve ser tratada o mais rápido possível, para evitar complicações de saúde no futuro.

Não é recomendado que os pacientes se automediquem, pois, as bactérias podem se tornar resistentes. Qualquer medicamento utilizado sem a prescrição médica, pode fazer muito mal à saúde.

Complicações no organismo

Se não for tratada corretamente, a sífilis pode causar sérias complicações no organismo, como:

– Surgem inchaços na pele, nos ossos, no fígado e em outros órgãos vitais do corpo. Se não forem tratados corretamente, esses inchaços podem virar tumores no organismo.

– Os pacientes podem sofrer AVC, meningite, surdez, problemas para enxergar, demência precoce, aneurisma, inflamação da aorta, problemas de coração;

– Aumentam as chances de contrair o vírus HIV, pois as feridas causadas pela sífilis sangram facilmente, e passam a ser uma porta de entrada para o HIV durante uma relação sexual sem preservativo.

– A gestante pode passar a sífilis para o bebê pela placenta, e se não for tratada a doença, pode ocorrer um aborto espontâneo e até mesmo infecções no organismo da criança.

– Para ter o mínimo de qualidade de vida, os pacientes que foram diagnosticados ou já se trataram da doença, precisam se alimentar corretamente;

– Manter relações sexuais protegidas (após o tempo recomendado pelo médico), cuidar da imunidade do corpo e beber muita água.

– O uso do preservativo (camisinha) é ideal não só para a prevenção da sífilis, como também do HIV, da clamídia, da hepatite B e da gonorreia, todas doenças sexualmente transmissíveis.

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