Labirintite: o que é, sintomas e como tratar


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A labirintite pode ser compreendida como uma doença do ouvido que afeta o labirinto e suas estruturas responsáveis da audição e pelo equilíbrio. Comumente, a labirintite é confundida com qualquer desconforto no ouvido, porém o termo adequado seria labirintopatia.

Tipos

Existem alguns tipos de tonturas que estão relacionadas a labirintite, são elas:

labirintite

Vertigem paroxística benigna

Provavelmente o tipo de tontura mais comum, consiste na desordem dos arranjos de cristais presentes na cavidade auditiva, que são responsáveis pela orientação da posição em nossa cabeça. Quando desordenados, os cristais causam tontura, isso pode ocorrer devido à traumatismos cranianos ou por alterações metabólicas causadas pela hipertensão ou diabetes.

Migrânea vestibular

Se manifesta comumente em pessoas que sofrem de enxaqueca.

Síndrome de Ménière

Essa síndrome apresenta-se devido às alterações metabólicas no organismo, causados por algumas doenças, ou devidos aos maus hábitos alimentares, especialmente a ingestão excessiva de açúcar.

Causas

Ainda não é possível se ter total clareza acerca das causas da labirintite, porém, os casos apontam que infecções e inflamações estão intimamente ligados com os principais casos da doença, como o resfriado por exemplo. Outros fatores mais raros também podem estar ligados a doença, como tumores, doenças neurológicas, compressões mecânicas, alterações genéticas, alergias ou o uso inadequado de medicamentos que podem contribuir para a degradação da saúde do ouvido.

As causas da labirintite podem ser divididas em três tipos, são eles:

  • Virais: provenientes de vírus que entram em contato com o organismo através da boca, nariz ou vias respiratórias;
  • Bacterianas: quando a bactérias invadem o labirinto da cavidade auditiva, muitas vezes podendo ser causado pela meningite;
  • Emocionais: causado pelo estresse.

Fatores de risco

No tocante a labirintite, alguns fatores podem contribuir para o seu surgimento, alguns deles são:

  • Ter idade superior a 40
  • Hipoglicemia
  • Colesterol alto
  • Hipertensão
  • Diabetes
  • Triglicérides
  • Otite
  • Consumo exagerado de álcool
  • Tabagismo
  • Consumo exagerado de açúcar
  • Má alimentação
  • Jejum prolongado

Sintomas da labirintite

O sintoma mais comum, e também o principal, se chama vertigem, que se ocorre quando se tem a sensação que tudo seu redor está girando. Junto à vertigem, podem vir outros sintomas, confira:

  • Tontura
  • Náuseas
  • Vômito
  • Sudorese
  • Alterações
  • Perda de audição
  • Desequilíbrio
  • Zumbidos no ouvido
  • Audição diminuída
  • Queda de cabelo

Em sua fase aguda, a doença costumar manifestar – se de maneira repentina, podendo ter duração de minutos ou horas, tudo vai depender da intensidade da crise. Em casos de gripe ou resfriado, os sintomas da doença costumas aparecer um ou duas semanas depois.

Na consulta médica

É importante você procuração o profissional adequado para o seu problema, no caso da labirintite, os especialistas que podem te ajudar são:

  • Clínico geral

Diagnóstico da labirintite

O profissional irá realizar algumas perguntas para você acerca dos sintomas sentidos, porém na grande maioria dos casos isso não é possível diagnosticar a doença. Dessa forma, o médico necessitará de exames físicos e neurológicos para ter um diagnóstico mais assertivo da doença. Em casos mais específicos, pode-se suspeitar de que outras doenças possam estar causando os sintomas da labirintite, nesses casos exames mais específicos para sanar a dúvida.

Exames

Como dito anteriormente, em casos específicos é possível que o médico desconfie da presença de outras doenças no organismo, que podem estar causando os sintomas da labirintite. Alguns desses exames para identificar outras doenças são:

  • Eletrocardiograma;
  • Eletronistagmografia;
  • Tomografia da cabeça;
  • Exames de audição;
  • Ressonância magnética da cabeça;
  • Estímulo de calor para testar os reflexos dos olhos.

Tratamento de labirintite

Nos casos mais comuns da doença, os sintomas desaparecem sozinhos em um curto período de tempo, ou pode demorar até algumas semanas para isso. Em casos mais específicos, como a labirintite causada por infecção bacteriana, será necessário a ingestão de antibióticos. Lembrando que os medicamento só devem ser ingeridos após prescrição médica.

Em outros casos, como a labirintite causa por infecções virais, o médico poderá receitas alguns medicamentos que ajudam a amenizar os sintomas da doença, como:

  • Anti-histamínicos;
  • Corticoides;
  • Medicamentos para controlar náuseas e vômitos;
  • Sedativos
  • Medicamentos para aliviar a tontura.

Quando não existem crises da doença, é possível que você realize tratamento de acordo com a doença que causou os sintomas da labirintite.

Tratamento para crises de labirintite

O tratamento para os sintomas da labirintite vai depender da intensidade das crises da doença. Em casos de crise intensa, o mais recomendado é que sejam utilizados sedativos, que atuam na diminuição dos sintomas da doença atuando também contra os reflexos das náuseas. Nos casos de sintomas mais agudos, o paciente pode ser internado. Porém, em casos mais leves, algumas medicações podem auxiliar na diminuição dos sintomas da doença.

Medicamentos para labirintite

Os medicamentos mais utilizados no tratamento da doença são:

  • Betaserc;
  • Clopam;
  • Cinarizina;
  • Dramin;
  • Dramin b6
  • Labirin

É importante lembrar que em nenhuma hipótese você deve tomar o medicamento sem orientação médica. Sob circunstância nenhuma você deve se automedicar. O ideal é sempre buscar ajuda de um profissional da saúde.

Labirintite tem cura?

A doença costuma desaparecer em uma semana, porém, em alguns casos a recuperação completa do paciente só acontece após um período de dois ou três meses. Em pacientes mais velhos, a tontura pode perdurar por um período maior de tempo. A audição também volta ao normal rapidamente, porém em alguns casos específicos a perda desta pode ser permanente.

Complicações possíveis

As complicações mais prováveis que os pacientes tenham, é o comprometimento de algumas atividades diárias. Em alguns tipos da doença, as crises de dores de cabeça e tontura podem ser debilitantes. Em casos de idosos, é necessário ter cuidado com quedas.

Convivendo/prognóstico

O mais recomendável é que você busque ajuda médica e siga as recomendações do profissional para ter um prognóstico mais tranquilo. Mas, de modo geral, recomenda-se a continuação de atividades diárias que não comprometam o tratamento contra a doença, ou que de alguma forma corroborem para a manifestação dos sintomas da doença. É importante também ter bons hábitos alimentares para ter uma recuperação mais rápida.

Prevenção

Em alguns casos, a doença pode ser causada pelo estilo de vida adotado por você. Mediante isso, algumas sugestões podem contribuir para a sua qualidade de vida, algumas delas são:

  • Não ingerir álcool em excesso;
  • Evitar o tabagismo;
  • Controle os níveis de colesterol;
  • Consuma comidas mais saudáveis;
  • Pratique atividades físicas.

 

 

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